Hoje, acordei com a inequívoca sensação da minha não
existência, como se alguma vez tivesse existido tais acontecimentos ultrajantes,
eu, existir. Mundo claro sem a presença de tal conjunto de átomos, evidência
incontrariável na forma argumentativa e, quântica-mente falando, evidência incontrariável
de igual forma. Observando belas metafísicas no espaço-tempo, significando um
simples e singelo espirro na eternidade do tempo-espaço de tão belas
metafísicas. Olhando o espelho, não sabendo quem por trás está, com seus olhos
fixados nos meus inexistentes, sonhando sonhos meus por realizar. Escrita
vulgar que não deixa Saudade, nossa palavra de sentido de propriedade. Por só a
nós pertencer Saudade, linhas existentes, escritas de forma a compensar a minha
não existência.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Vida em mim.
Vida em mim,
Por do teu ventre ser,
Alimentando um sentimento,
Impossível de ser explicado
Nestes singelos versos,
Por mim escritos,
Quando de ti,
Apenas
entendo, a luz
Que para ti me chama.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Sentindo simplicidade.
Viver, sentindo simplicidade,
Perdendo a memória,
Como lagrimas a caírem na chuva,
Molhando-me o rosto
Por entre montes e, vales,
Filisteu, eu sou,
Por na tua existência não acreditar,
Nas horas tristes me deito,
E, nas horas tristes me levanto.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Fim do Céu Sombrio.
Fim do Céu Sombrio,
Reste-as do Meu Ser,
Memória dos Homens,
Em Confrontos Titânicos,
Nas Raízes Sangrentas,
Gota alguma do Nosso Sangue,
Terá Sido em Vão,
Blasfémias Ultrajantes,
Viajando por entre o Cosmo,
Dolorosa Ressaca de Tão Bela Metafisica,
E, agora no Mistério,
Da Sombria Noite,
Informo o Inocente,
Sobre o Segredo,
Bebendo do Santo Graal,
Lágrimas Cristalinas,
Terras de Ninguém,
Montes e, Vales Esquecidos,
Fim do Sombrio Céu.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Para ti escrevo nas entrelinhas.
Para ti escrevo nas entrelinhas,
O que não te escrevo nestas linhas,
Repletas de inúmeros adjectivos,
Perguntei ao Sol, pela sua irmã mais nova,
Disse-me não saber, para ir perguntar à Lua,
Que, me disse, que, és omnipresente.
Embriagado com teu olhar estou, talvez,
E, nos meus olhos cada lágrima,
Será um brotar de vida,
Não sei o que expressar,
Blasfémias por mim ditas,
Quando, apenas quero ouvir,
A magia das tuas palavras que, tocam a minha alma,
Como a luz do luar toca no mar.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Pergunto, por de curiosidade ir morrendo.
Quem se esconde nestas linhas de ousada escrita?
Pergunto, por de curiosidade ir morrendo,
Pensando ser o que efectivamente não é,
Guardando segredos íntimos nas palavras,
Entrelinhas cheias de adjectivação,
Inúmeras tentativas falhadas,
Na procura elementar da essência da vida,
Pelo pseudo poeta desconhecida por completo,
Significando estar, na mais profunda ignorância,
Por isso, pergunto, por de curiosidade ir morrendo,
Quem se esconde nestas linhas de ousada escrita?
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Inércia do nada.
Estou hoje vencido, perante a inércia do nada,
Simples palavras, duma descrição de cotidiano,
Nas veredas da vida cotiada e, mesmo assim,
desejando vivê-la,
Numa procura constante pela essência da vida,
Tudo, nesta amostra de obsoletos versos sem rima,
Escritos, por quem não conhece, quem os escreve,
Sucessivas tentativas de descrever,
O que em palavras nunca será descrito,
Por meras metáforas enfatizando delírios de
hedonismo,
Inexistentes no dizedor, quando as lê,
Inundadas de inócuas doutrinas filosófico-morais,
Existentes entre tantas outras,
E, eu continuarei escrevendo versos obsoletos sem
rima,
Até, o meu amanha não mais escrever sem rima versos
obsoletos.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Fria e, sombria noite de Novembro.
É, Outono, nesta fria e, sombria noite de Novembro,
O Céu límpido e, Estrelado, faz questão, de demonstrar
a sua bela metafisica,
E, em sensações nostálgicas do tempo passado num
instante, eu relembro,
A minha insignificância, enquanto ser existente, numa
outra realidade perdida,
Realidade, essa, esquecida, na memória do sinistro
tempo,
Algures, num incrível brotar de vida, outros, não
tomam consciência da sua própria insignificância,
O coração acelerado, diz-me existir vida em mim, na
fugacidade do tempo,
Nada mais sendo, que, um simples espirro na
eternidade,
Toda a monotonia e, a fatalidade do tempo,
E, eu, vivi, estudei, amei e, até cri,
Numa orgânica constante, assustando o seu
observador,
Quero voar, voar, ser livre, pela escuridão da Via
Lactea,
Mas, tudo isto é, Outono, nesta fria e, sombria
noite de Novembro.
domingo, 18 de novembro de 2012
José Saramago (Acróstico, dedicado a José Saramago)
Jardins de vocábulos, proclamando vida, na memória,
de todos nós,
Ouso, escrever linhas intermitentes, de
involuntários,
Sacrilégios, dizedor, de frases, antes ditas,
É, esta, a forma de declarar, a minha, admiração,
por tão ser, eternamente existente, nas suas próprias palavras.
Sufixos, falhados, em tentativas Pseudo -
Intelectuais, de descrever
As ilustradas paisagens da nossa Lezíria, como, uma
magnifica
Rosácea, contrastando, com a sensação, da
inequívoca, inexistência do Divino, refletindo,
A própria essência, vivendo momentos, entendendo, as
Histórias ou Culturas, das
Margens, deste, nosso Rio Tejo, de nefastas veredas,
sendo, que,
As verdades, se contemplam, simplesmente,
Gozando, através das palavras, de um Nobel, momentos
sensitivos
Ou não fosse, tudo isto, porque, enquanto, eu,
viver, um Nobel, sempre, estará vivo, na minha memória.
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Hoje, chorei.
Hoje, chorei,
Na ânsia, de te ver,
Mas, nem te ouvir consegui, que, irei,
Fazer, para estes meus fantasmas, não os rever?
Vou pedir aos Deuses, que, fiques aqui comigo,
Apenas, no meu mundo utópico em paisagens, de
vocábulos libidos,
Para, que, a magia das tuas palavras, estejam para
mim,
Como, a luz do luar, está para a minha alma.
sábado, 13 de outubro de 2012
Portugal.
Vivendo, Portugal, tempos turbulentos, económica, e,
socialmente, que, todos nós assistimos, diariamente, não valendo, arranjar
desculpas ou falsos argumentos, para explicar, aquilo, que, se esconde, nas
sombras, sombras essas, que, não vemos, mas, sabemos da sua inequívoca
existência, presente, na assustadora incompetência, de todos os nossos
governantes, que, nos governam, desde, Mil Cento, E, Quarenta, E, Três, sendo,
por isso mesmo, o mais antigo, Estado-Nação da Europa, gastando-se, ao longo
dos Séculos, todo o Ouro, e, Especiarias, proveniente, de fontes, supostamente,
inesgotáveis, em Palácios, carruagens ou simplesmente festas, de falidas
Cortes. Tudo isto, num país moderno, evoluído, como, o nosso, hoje, mudam-se,
as letras, de numeração Romana, usada por seres ilustrados, que, não, eu, para
designação, dos respectivos Séculos, depois, do suposto, nascimento, do filho
de Deus, não ficando, apenas, por ai, as mudanças, hoje, em vez de Ouro, e,
Especiarias, gastam-se milhares de Euros, proveniente, de fontes, não
inesgotáveis, em auto-estradas, carros ou simplesmente festas, de falidas
Cortes, claro, onde, o cooperativismo, reina, nas mais altas instâncias, do
Estado, e, eu, não passando, de um simplório cidadão, cheio de sonhos, utopias,
para o meu pais, ouso, ir vivendo, com este maravilhoso Mar Português, no
horizonte, que, meus nefastos olhos, me proporcionam, numa lidima esperança, de
mudança.
domingo, 30 de setembro de 2012
Dedicações, textuais, benevolentes, pela tua existência. (Dedicado à minha prima, Joana Neves)
Dedicações, textuais, nestas criteriosas linhas, por
simplesmente, querer, declarar, benevolência, pela tua existência, e, mesmo
estudando, mil, e, uma, filosofias, a tua verdadeira essência, continua, uma
incógnita, para mim, criando afinidades, explicáveis, apenas por emoções,
sentidas, numa lidima, irracionalidade ultrajante, tornando-a impossível, de
descrição, em circunstância alguma, e, assim, vindo ao pensamento, memórias
momentâneas, partilhadas contigo, neste, jardim de vocábulos, escrito, para ti.
Indo, voltar ao estudo, das minhas incompreendidas, e, singelas, filosofias.
domingo, 2 de setembro de 2012
As terras, de ninguém.
As terras, de ninguém, descobertas, pelo meu ser,
consciente, de viajante, confundido, no tempo infinito, de toda esta
metafísica, que, me rodeia. Sonhos, adormecidos, de um
viajante, inconsciente, que, sonha fazê-lo, por terras, ausentes, num mundo, de
inúmeras veredas desconhecidas, avistadas, apenas pelo meu ser. Sendo, eu, e,
gostando, de ser, um viajante, das veredas, da alma humana, igualmente, gostando,
das veredas, dissimuladas, existentes, por todo este aglomerado, de diferentes
culturas, das quais, quero fazer parte, não do imaginário, mas, sim, da sua
própria essência, no fundo, viver momentos, entender, as Histórias ou Culturas,
simplesmente, as vivências dos costumes, indo vivê-las, sentir, o que, os seus
nativos, sentem, numa intensa, activação, de todos os meus sentidos, para
poder, desfrutar, não só, da aproximação com outras, almas humanas, de
diferentes vivências, do seu dia-a-dia. Limitando-me, por circunstâncias
alheias, e, conformadas, ser um viajante, destas, terras, de ninguém, que, as
minhas, viagens interiores, me proporcionam, neste, ciclo sem fim, mesmo,
sabendo, que, nunca se encontra, o que, se procura, mas, sim, o que,
efectivamente, se encontra.
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