terça-feira, 12 de outubro de 2010

Adoro!

Adoro a tua pele branca e o teu cabelo preto,
Tens magia, como um poema escrito numa folha branca com tinta preta,
Poema esse que flutua perante o meu olhar estupefacto,
E sem minimamente o conseguir interpretar de tão tamanha beleza=)

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Estou cansado!

Estou cansado!
De tanta hipocrisia!
Existente nesta patética sociedade em que vivo!
Estou cansado!
Estou cansado!
De a existência e cada vez mais visível
Da pobreza!
E da riqueza!
Estou cansado!
Estou cansado!
Estou cansado!
Deste consumismo desenfreado por parte de alguns!
Enquanto milhões de pessoas morrem todos os dias, há fome
Ou por falta de cuidados médicos!
Estou cansado!
Estou cansado!
Não sei o que mais fazer!
Para acabar com esta tortura que se faz à maior parte da humanidade!
Estou cansado!
Estou cansado!
Da fugacidade da vida!
Estou cansado!
Estou cansado!
De simplesmente viver!
Estou cansado!
Estou cansado!
De ter a dor da consciência, de saber que tenho a perfeita consciência do mundo que me rodeia.
Estou cansado!
Estou cansado!
Estou cansado!
Disto tudo…!
Estou cansado!
Estou cansado!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Hedonismo! Anedonia! Nilismo!

Hedonismo!
Esta teoria ou doutrina Filosófico-Moral da qual
Definitivamente não consigo usufruir! Pois por
Oposição, esta alma que é devera sombria
Não consegue alcançar qualquer tipo de prazer!
Independentemente do que faça para o tentar alcançar!
Só penso em pelo menos um dia nesta
Miserável vida, conseguir alcançar esse bem supremo da humanidade!
Oooh…

Anedonia!
Não sou nada!
Esta alma sombria que
Da palavra prazer, nada sabe sobre o seu real significado!
Oh! Longa e incrivelmente obscura
Noite! Que me
Incendeia a
Alma! Mas que mesmo assim não sabe o real significado da palavra prazer!

Nilismo!
Isto piora, dia após dia!
Lágrimas deste meu
Individual
Sangue! Desta,
Moléstia de alma sombria que
Ousa viver! Neste mundo a que não pertence! Eu só quero morrer!

sábado, 3 de julho de 2010

"Metáforas!"

Metáfora! Tropo hipócrita, cotiado para a intensa dor
Aliviar! De intolerante enfatização o sentimento de
Repúdio, para um certo pudor inconstante de uma
Inocuidade sensação neste mundo
Autista!

Jaz no ventre! Uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete,
Oito, nove, infinitas…
Aguarelas de veneração do expor de transcendente humanidade!
Opróbrio!

Feridas, por vezes adormecidas!
Esperando incessantemente que algo ou alguém, faça
Rejuvenescer a dolorosa tristeza,
Risos melancólicos…
Encarar a malícia da nosssa própria
Insanidade egocêntrica!
Rios concebidos de sangue pela infame falta de
Altruísmo!

Armarmo-nos em idiotas diante de idiotas que se armam em inteligentes…
Navegar em nossas próprias reflexões, numa lídima
Tertúlia de embriaguez!
Unicamente para se aprumar uma beleza ilusória,
Náuseas de quem é cego por caminhos
Esguios…
Sufrágio de veredas corrompidas!

Pseudo- argumentações, são inúmeras! Umas
Esperam por serem ditas, outras tantas inventadas ou até mesmo
Reinventadas, por alguém neste pseudo mundo autista! Mas, definitivamente,
Não por moléstias, como eu!
Anelar tão bela metafísica!

Tempo! Que passa sem piedade, ficando somente, meras
Recordações, de momentos vividos,
Impossíveis de esquecer, ficando apenas a
Nostalgia! Desses mesmos momentos vividos,
Delirantes desejos mil,
Amantes de sonhos delicados num
Dulcíssimo beijo e assim
Ensimesmar-se!

Dia, desta curta vida, onde é como o leito de um rio!
Amante da poesia, eu sou, escrevo versos para um mundo autista…

Sufixos! Usados de forma a parecer ridiculamente
Involuntários…
Laureados de infortunas riquezas moralistas!
Vamos ser só por um pouco, meros
Altruístas!

domingo, 6 de junho de 2010

Amar-te!

Amar-te!
É venerar-te mais do que tudo,
É o coração, que bate por algo infinitamente belo,
É ter mil desejos!

É poder dizer que é óptimo viver,
Só para um dia te ter podido conhecer,
É sentir o sangue, percorrer todo o meu corpo!

É poder sentir o toque da tua pele branca e suave que nem cetim,
É procurar incessantemente a luz eterna do teu olhar que fascina,
É seres absolutamente tudo em mim!

É desejar os teus beijos, desses teus lábios macios e doces como puro mel,
É pretender ter o meu último suspiro na tua boca,
Bendito seja o beijo dessa boca!

terça-feira, 4 de maio de 2010

Adeus Tristeza!

Adeus Tristeza!
Mas, quanto mais lhe digo adeus
Mais esta se aproxima destes meus
Patéticos pensamentos
Que me provoca dor e sofrimento
Nesta vida em que nada faz sentido
Eu quero desnascer!
Ou então morrer!
Porque não aguento mais esta agonia
Que inevitavelmente me faz sofrer!
Eu só quero morrer!
Será pedir muito para uma alma sombria?
Que nesta vida nada tem de ser!
Eu quero desnascer!
Ou então morrer!
Pois, não quero mais sofrer!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Sepulcro!

Sinto, meus friáveis ossos gelados
Onde a calorosa luz do sol é para mim como trevas,
Os dias estão definitivamente esgotados,
Ouço os mortos calados
E repúdio esta tenebrosa
Morada de encantada escuridão!
Pensamentos aos poucos, se desvanecerão
Neste acolhedor local que dão
O nome de sepulcro.
Quem sou? O que faço aqui? Não sei!
Em breve serei inúmeros líquidos coloridos,
Dentro de uma caixa selada a cheirar a resina.
Disse aos vermes: vêem meu leito? Sois vosso,
Afundem-me com vos na emancipada terra!
Porque, aqui vos comigo Jaz!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Desnascer!

Só eu sei o que me custa viver nestas noites,
Tão intensamente escuras, longas, frias,
Cheias de situações ridículas
Desta nossa efémera imaginação,
Que chego a sentir em mil pedaços
Estes meus friáveis e insignificantes
Ossos! Que mais parece uma maldição,
O peito fica apertado e o meu corpo gelado,
Treme-me como nunca me tremeu o coração,
A pele extremamente fina rasga-se com um vulgar
Deslizar de afiada unha pela sua ténue camada de couro,
O cheiro da carne corrompida me enfatiza o sentimento de repúdio
Desta minha nefasta e sombria alma que absolutamente nada tem de ser,
Oh, metafísica de enjeitada e infinita crueldade!
Como venero o expor,
De transcendente,
Humanidade pervertida,
Quero por uma insólita vez!
Eu, quero por uma insólita vez desnascer!
Eu, só quero por uma insólita vez desnascer!
Sim, só quero por uma insólita vez desnascer!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Pobre e nefasta Alma!

Oh, pobre e nefasta alma,
Que desespera, anseia por
Algo infinitamente belo,
Como são esses teus
Magníficos olhos que parecem um abismo,
No qual eu cairia para toda a eternidade!

Posso ser ingénuo
E não ver a verdade!
Mas não posso deixar de
Demonstrar o meu amor veemente,
Por tal louvável divindade!

Porquê? Infinitas vezes porquê…?
Com a fugacidade da vida me sinto cada vez mais sozinho e perdido?
Olho e não te vejo!
Estendo a mão e não te toco!
Não sei o que fazer!
Para simplesmente olhar!
E ter a possibilidade de te ver!
Ou tocar!
Nessa tua pele branca e suave!
Sou definitivamente uma alma pobre, nefasta e perdida…

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Jardim do éden!

Olhos doces e cor de mel,
Que me iludem,
Nesta noite cheia de fel,
E entro no jardim do éden!

Nesta magnifica ilusão!
Vejo uma linda aguarela,
Que neste mundo cela,
A infinita beleza da indefinição!

Ao longe, sigo as ondas do mar!
Junto a praia, sereias a cantar,
Me chamam, dou por mim numa tentativa de ignorar,
Mas sem o conseguir evitar!

Aproximo-me, tenho a mesma sensação,
Que tiveram Eva e Adão,
Por falta de palavras para a descrição,
O sol penetrou no meu coração!

Sinto-me, perdido,
No meio de sensações esplêndidas,
Comi o fruto proibido,
Vi que carregas as ínfimas maravilhas!

Num ápice pressinto!
Esta tamanha beleza,
No paraíso absoluto,
Agora e sempre de infindável certeza!

Encaro o límpido céu,
Contemplo uma estrela cadente,
Deste glamouroso éden que é só meu,
E de repente!

Abro os olhos, observo a realidade!
Tudo isto é verdade!
Tudo isto é pela tua existência,
Fazes muito mais que o Sol=)

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Folha seca!

Louca e alucinante,
Dor! Que me invade,
A alma sombria e,
Me faz sangrar! Quantidades,
Que toda a humanidade junta,
Alguma vez terá!

Dor, Tortura,
Não sei,
Só sei que quero desnascer!

Sinto-me como uma linda e pequena folha seca,
Numa manha cinzenta de Outono!
Em que pelo nascer,
Do nublado dia,
Decide ser precoce e cair de entre as suas congéneres,
Mas a sua viagem na vertical não acaba,
Não encontra o duro chão!
Para que alguém ao passar, a possa pisar,
Porque ela não é nada,
Tal como eu,
Não sou nada!
Absolutamente nada!
Eu quero desnascer,
Quero ir! Para de onde nunca deveria ter vindo,
Eu só quero desnascer!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Nesta quente e magnifica:

Nesta quente e magnifica
Noite de verão,
Sinto o pulsar forte deste meu coração!
Como nunca o tinha sentido antes,
Que chego a pensar que se existe melhor sensação
Do que este sentimento que por ti sinto!

Olho o céu e vejo a lua
Mais brilhante que nunca,
Estendo a mão na singela esperança de a apanhar para que pudesse ser tua!
Mas não consigo, pois toda a beleza é inatingível
Como o sentimento que por ti sinto!

Atrás da lua brilhante, inúmeras constelações estelares!
Qual delas a mais bela? Sinceramente, não sei!
Uma desceu à terra transformando-se no ser mais belo,
Que eu alguma vez conheci!

Mesmo não estando a teu lado,
Sinto-te, quando observo a beleza do universo conhecido e desconhecido!
Na matéria negra, o meu patético mundo se representa,
Inúmeras constelações, os teus olhos que me iluminam na profunda escuridão,
A lua a tua pele branca e suave que nem cetim,
Tudo o resto me diz que és absolutamente tudo em mim!
Coração, pequeno que ama infinito=)

Metafísica!

Toda esta metafísica!
Em que mesmo nunca o ter querido,
Me encontrou avassaladoramente
Envolvido!
Como se tratasse de um escravo,
Sem fuga possível para um outro mundo!
Onde não houvesse a pesada,
Memoria do desastroso,
E completamente,
Inútil passado, presente e futuro!

Assim sendo, tenho de me resignar à minha condição de humano!
Que se limita a observar tão bela metafísica!
Percebendo assim que nada sou!
E sabendo que um dia tudo acabara por ter um único e comum fim!
Sem nada poder fazer!
Para alterar tal condição de humano!

Choro por tudo o que observo!
Choro por tudo o que não observo!
Banho-me num infinito mar de lágrimas,
Apenas por um dia ter sabido o significado de viver!

Metafísica!
Como dói observar,
Tamanha beleza sem lhe poder tocar!
Tendo apenas que me limitar,
A contemplar,
Ou cruelmente venerar,
Tamanha beleza!